6 dicas para se conectar com desconhecidos no LinkedIn

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Aprenda quais são os melhores métodos para conhecer novos contatos profissionais na rede social

São Paulo - Ferramenta obrigatória para toda pessoa em idade ativa no Brasil, o LinkedIn vai além do simples papel de currículo online. Graças ao sistema, é possível conhecer um universo de pessoas - que, há alguns anos, seriam completamente inacessíveis sejam por barreiras geográficas, hierárquicas ou de agenda.
Apesar de simples, esse tipo de ação também exige um comportamento estratégico por parte de quem pretende conhecer novos contatos pela rede social. Confira seis passos para fazer isso de maneira eficaz.

1. Defina seus objetivos
Primeira regra para estabelecer novos relacionamentos profissionais através do LinkedIn: não peça para integrar a lista de contatos de alguém sem uma justificativa plausível e coerente para isso.

Por isso, antes de qualquer ação, faça um mergulho para dentro de si e tente definir quais as razões para fortalecer sua rede de contatos profissionais.

2. Delimite seu alvo
Investigue quais são os melhores contatos para compartilhar seus objetivos. Por mais lindo que seja ter um CEO em sua lista de contatos, nem sempre uma pessoa nesse posto é a pessoa ideal para atender a suas expectativas.
“Você precisa pensar qual é o seu público alvo e, assim, focar no nível hierárquico que você precisa alcançar”, diz Othamar Gama Filho, diretor-executivo da Recruiters.

3. Torne pessoal
Agora, não vale se aproximar dessa conexão alvo tendo em mãos apenas a mensagem padrão que o Facebook oferece. De acordo com os especialistas, é essencial tornar esse contato pessoal – e mais próximo do que seria na vida real.
Dessa forma, o ideal é escrever uma mensagem diferente para cada novo contato tendo em vista seus objetivos e, principalmente, quem a pessoa é.


4. Invista nos pontos comuns
Para tornar esse processo mais tranquilo, aproveite os aspectos que vocês dois compartilham em comum como gancho para estabelecer o primeiro contato. Vale mencionar grupos de discussão, contatos no Facebook ou até um hobby parecido – que ele tenha mencionado no LinkedIn.

Dica: Coincidências são um ótimo aliado para evitar a gafe de adicionar a pessoa fingindo ter um vínculo anterior (lembre-se, o LinkedIn só autoriza amigos, colegas de classe, colegas de trabalho ou pessoas que fizeram algum negócio juntas).

Se você tiver em sua rede de contatos alguma pessoa em comum, basta pedir para que esse contato apresente você, virtualmente, para a conexão alvo. Outra estratégia é participar dos mesmos grupos online que a pessoa em questão participa. Esse vínculo abre caminhos para que você adicione o outro profissional a sua rede de contatos.

5. Seja direto
O objetivo desse contato inicial é exatamente aguçar a curiosidade da pessoa para manter um vínculo com você. Por isso, não “venda” tudo de uma vez.

Mas isso não significa que você deva ser extremamente abstrato e vago sobre seus objetivos em entrar em contato com a pessoa em questão. “Você tem que ser direto e assertivo sobre o que você quer”, diz Rogerio Sepa, especialista em gerenciamento de carreiras no mundo virtual da DBM.
 Agora, também “não adianta você querer enviar o portfólio completo da sua empresa, isso é característica de spam”, diz Gama Filho. “Essa mensagem inicial serve como uma espécie de teaser”.

Em campanhas publicitárias, essa é uma estratégia para aguçar a curiosidade do público sobre determinado produto. E esse deve ser o seu objetivo ao entrar em contato com um desconhecido no LinkedIn. Ele deve ficar motivado para estabelecer um vínculo futuro com você.

6. Faça pontes com o real
Não enclausure esse novo relacionamento apenas aos limites do virtual. Tente, de todas as formas possíveis, marcar um encontro ao vivo com a pessoa em questão. "O networking online foi criado para ajudá-lo a gerenciar o seu networking na vida real", diz Gama Filho.
Cuidado, no entanto, com exageros. Tenha bom senso e fique atento aos sinais. Se a pessoa não se empolgar com seu contato, não banque o grudento. Mas também não fique tímido de tentar retomar a conversa. "Reenvie novas mensagens após uma semana ou duas semana, depois de um mês", diz o especialista. Se a pessoa não responder, o melhor é partir para outra - sem ressentimentos.

O “efeito-filha” no trabalho

Imagine a seguinte situação: ele é chefe de uma grande empresa e sempre foi machista. Ou, numa hipótese mais plausível, nunca tinha atentado para as possíveis discriminações contra mulheres. Mas, agora, ele tem uma filha. Será que ter uma pequena mulher em casa faz esse homem repensar suas atitudes com o sexo feminino? Será que influencia nas suas decisões sobre as mulheres no trabalho?
Alguns pesquisadores fizeram essas perguntas e tentaram medir o que chamaram de “efeito-filha” nas empresas. Eles analisaram a diferença de salário entre homens e mulheres e correlacionaram os dados com o histórico familiar de seus presidentes. Um desses estudos rendeu recentemente reportagens no Wall Street Journal e no Financial Times.
A pesquisa analisou 12 anos de informações de centenas de milhares de funcionários em mais de 6000 empresas da Dinamarca – um país que mantém registro detalhado da mão-de-obra – e concluiu que, se o presidente tinha uma filha, a diferença de salários entre homens e mulheres caía, em média, 0,5%. Se fosse a primeira filha, a queda podia chegar a 3%. Se o presidente tivesse um filho, porém, nada mudava.
As reportagens concluem que a chegada de uma menina representava uma mudança na cabeça de quem dirige as empresas. Depois do nascimento de uma filha, esses executivos ficariam mais atentos à questão do gênero.
Mas, segundo Jeanine Prime, diretora da Catalyst, uma instituição que pesquisa a participação das mulheres no mercado de trabalho, o “efeito-filha” pode estar superestimado. Isso porque a diferença só é estatisticamente significativa para empresas pequenas, que empregam de 10 a 50 funcionários. Isso talvez queira dizer que o nascimento de uma menina pode afetar a política de remuneração de uma empresa que é basicamente controlada por uma só pessoa. Nas companhias maiores, porém, onde as decisões são mais institucionalizadas, o efeito é diluído, quando existe.
Para Jeanine, o fato de um homem ter uma filha é realmente transformador. Mas isso não quer dizer que essa mudança tem algum efeito dentro das empresas. Se assim fosse, diz ela, há muito tempo já não haveria diferença salarial entre homens e mulheres. Nos Estados Unidos, para cada dólar ganho pelo homem, a mulher, num mesmo cargo, ganha 77 centavos. No Brasil, a diferença é um pouco maior: para cada real ganho por um homem, uma mulher ganha 60 centavos.
Eu nunca tinha parado para pensar em como ter uma filha pode alterar a percepção de um homem sobre as mulheres – seja no trabalho ou na vida pessoal –, mas faz sentido. É uma questão interessante e gostaria de saber o que vocês acham:
Pais, a sua visão das mulheres mudou depois de ter uma filha?
Mães, vocês acham que a percepção de seus parceiros mudou depois do nascimento de uma menininha?
Letícia Sorg é repórter especial de ÉPOCA em São Paulo.

Você é produtiva (acorda cedo) ou criativa (dorme tarde)?

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Li no domingo essa conclusão de uma pesquisa recente publicada na Harvard Business Review. Quem é do dia produz mais. Quem é da noite tem mais criatividade.
Sou conhecida (entre outras coisas, positivas e negativas) por criticar a generalização absurda em algumas pesquisas milionárias no mundo. Lembro que fui escorraçada por uma parte da comunidade científica ao escrever sobre o besteirol de algumas pesquisas apelativas na ciência, os pesquisadores criaram até um perfil falso meu na Wikipedia, com um monte de imprecisões e erros, que até hoje não apaguei por falta de tempo e porque a burocracia tecnológica enche a minha paciência. Lembro também que uma das pesquisas americanas que mais me irritaram foi sobre a tal “mulher triste”, para mim uma invenção do mundo pseudofeminista (homens e mulheres que adoram paternalizar a mulher ou nos transformar em vítimas).
Então, voltando à pesquisa dos horários. Concluo que sou pé-de-boi, que produzo bem, porque acordo às 6h30 da manhã com bastante energia. E que não devo ser lá muito criativa porque minha energia baixa à noite, não consigo dormir muito tarde, preciso fazer força em noite de festa. Cinema às 22h, esqueço. Se durmo tarde, lá estou eu acordando às 6h30 no dia seguinte novamente. No meio de jornalistas, portanto, eu às vezes sofro porque durmo pouco.
Essa conversa pode parecer boba, para muita gente é. Não sei se o notívago é mais criativo. Mas com certeza quem acorda com os passarinhos tem mais tempo para (quase) tudo. Ou não?
Alguns especialistas são citados na reportagem que li em O Globo, assinada pela repórter Maíra Amorim. A neurologista e especialista em medicina do sono Andrea Bacelar diz que a pesquisa tem fundamento: “O dia rende muito mais para quem acorda mais cedo”.
Mas o especialista em distúrbios do sono Fausto Ito considera ultrapassada a ideia de que dormir e acordar cedo garante eficiência. Importante, para ele, é ter horários regulares de sono: “Não importa tanto quando vamos dormir e, sim, se este sono terá uma extensão reparadora”.
Não mostrei o estudo para meu filho mais novo porque ia ser um mico. Ele iria brandir a página do jornal e dizer: “Tá vendo? Sou mais criativo do que você”. Quem tem filho jovem em casa sabe de que estou falando. É impressionante como eles têm uma enorme capacidade de ter um sono “de extensão reparadora”…
O que diz o pesquisador americano, Christoph Randler? Os madrugadores têm mais tempo para planejar o dia, são mais enérgicos e pró-ativos. No mundo do trabalho, isso é bom. Mas os notívagos, considerados mais deprimidos, neuróticos e pessimistas, teriam qualidades muito valorizadas hoje profissionalmente: criatividade, extroversão e inteligência.
Muita conversa fiada a essa hora da manhã, enquanto escrevo este post? Tem gente dormindo ainda?
No fim, que tal desconstruir um pouco o estudo? (eu não quero ser considerada uma “caxias” sem inteligência nem lampejos de criatividade…)
Fazer render o dia (ou a noite) e ter uma vida criativa talvez dependam apenas de cada um respeitar seus horários mentais e sua disposição física e não se violentar ou se obrigar a mudar para se adaptar ao mercado. Procuremos atividades e profissões que nos permitam desenvolver nosso potencial. Não sou eu que digo isso. Tem um monte de consultor por aí que fala a mesma coisa. Mais do que isso: o que atrapalha mesmo a produtividade e a criatividade, a meu ver, não é a hora que se acorda ou se dorme. Mas a dispersão e a insegurança.
Um bom dia para vocês.
Ruth de aquino é colunista de ÉPOCA, morando atualmente na Europa.

As mulheres são menos competitivas do que os homens?

É comum ouvirmos que as mulheres são menos competitivas que os homens. Que elas não estão dispostas a entrar em disputas acirradas e que acabam desistindo quando o cargo exige cumprir metas rígidas e enfrentar a comparação direta com colegas de trabalho. Essa falta de gosto das mulheres pela competição – que poderia lhes render melhores cargos e salários – seria uma das razões para a baixa proporção delas  nos cargos de comando.
Em geral, os estudos acadêmicos mostram que isso é verdade: as mulheres gostam menos de competir que os homens. Mas uma pesquisa do National Bureau of Economic Research dos Estados Unidos divulgada na semana passada mostra que essa é uma conclusão muito simplista.
As pesquisadoras Muriel Niederle e Lise Vesterlund fizeram uma série de experimentos para entender melhor o comportamento de homens e mulheres diante da competição. As duas convocaram 80 pessoas – 40 homens e 40 mulheres – que, divididos em grupos com quatro pessoas, respondiam a questões de matemática. No primeiro teste da série, a premiação era para o resultado do grupo, sem estimular a competição. No segundo, o integrante do grupo que acertasse o maior número de questões ganhava todo o prêmio. E, no terceiro, as pessoas podiam escolher se queriam uma remuneração baseada na cooperação ou na competição.
Embora homens e mulheres tenham tido um desempenho semelhante nas provas, quando puderam decidir o sistema de pagamento da tarefa, os homens preferiram o do tudo ou nada: 75% deles escolheram a competição, contra 35% das mulheres. E mesmo entre as mulheres com o melhor desempenho – ou seja, aquelas que seriam beneficiadas pelo sistema de torneio -, a competição foi menos popular. É interessante notar, segundo as pesquisadoras, que, entre os homens, mesmo aqueles com desempenho pior o votavam pelo tudo ou nada – contrariando o seu próprio interesse.
Uma possível explicação dos resultados da pesquisa é que as mulheres são menos competitivas. Outra, menos óbvia, é que os homens confiam mais do que deveriam no próprio taco. Segundo o estudo, 75% dos homens achavam que iam ganhar o prêmio total ao acertar mais perguntas do que seus colegas de grupo. Ora, como cada grupo tinha quatro pessoas e só um podia ganhar (25%), a confiança masculina estava claramente inflacionada.
Mas o que estaria por trás dessa diferença entre homens e mulheres com relação à competição? Para o economista John List, da Universidade de Michigan, a quem entrevistei no ano passado, a cultura é o fator determinante para essa discrepância de comportamento. O que a sociedade espera de homens e mulheres desde a infância acaba aumentando as chances de entrar ou não na competição. No caso das nossa sociedade ocidental e patriarcal, por exemplo, dos homens se espera força, ousadia, enfrentamento. E da mulher, delicadeza, gentileza, conciliação.
É uma visão estereotipada? Certamente! Mas quem disse que os estereótipos não são importantes? Eles balizam o nosso comportamento. O pesquisador John List afirma que nas sociedades matriarcais que ele estudou na África os estereótipos são justamente opostos: as mulheres entram mais na competição do que os homens. As expectativas são exatamente o contrário do que temos por aqui. Ou seja: não há nenhuma razão biológica ou ligada à maternidade para as mulheres fugirem da disputa. O motivo é outro: cultural.
Cultura não é algo que se mude assim, do dia para a noite. Mas vale, sim, tentar entender e discutir. Depois de ler esse estudo, concluo que, como na maioria dos casos, nós, mulheres, poderíamos aprender um pouco com eles e entrar mais na competição – mesmo que seja para perder. E os homens poderiam aprender um pouco conosco – e abrir mão da disputa quando a cooperação for um melhor negócio.
Letícia Sorg é repórter especial de ÉPOCA em São Paulo.
 
 Fonte: http://colunas.epoca.globo.com/mulher7por7/2011/04/18/as-mulheres-sao-menos-competitivas-do-que-os-homens/

Prego que se destaca é martelado?

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

É possível lidar com isso e, acredite, usar a seu favor
Por Dalmir Sant'Anna, www.administradores.com.br


Não há como negar a existência de pessoas que, ao contrário de contribuir com o desenvolvimento profissional, optam em bloquear seu crescimento com a disseminação de fofoca e ações de torcer contra. Você apresenta um trabalho na faculdade, recebe elogios do professor e, em vez de reconhecer seu esforço, a turma inveja suas conquistas. Em uma reunião na empresa, a liderança faz elogios sobre sua atuação e, intrinsecamente, há pessoas remoendo de ódio. É possível lidar com essas situações? Observe as dicas a seguir, sem jamais se esquecer de um ditado popular assim: "Prego que se destaca é martelado".

Procure conhecer melhor as armadilhas - Há sempre um alto preço a ser pago para alcançar o sucesso. Quanto mais a sua estrela irradiar luz, mais os olhos de pessoas invejosas e traiçoeiras estarão atentos para ofuscar seu brilho. Jamais esqueça que o desejo de uma pessoa invejosa é o de estar no seu lugar. Isso mesmo! Como não dispõe de competência, criatividade, senso de inovação e dinamismo como você, resta usar de sentimentos gerados pela inveja para destruir as suas qualidades, criando armadilhas para prejudicar suas conquistas. Pessoas com persistência para serem vitoriosas praticam o hábito de "cobrir os ouvidos" para quem, com frequência, diz que não dará certo. No começo pode parecer difícil, mas vamos tentar praticar esse exercício?

Pare de levar para o lado pessoal - Algumas pessoas ficam emburradas, tristes e com baixo índice de produtividade, por acreditarem que uma crítica é uma ofensa. Basta um comentário ou feedback, para que o comportamento sofra alterações imediatas, reagindo com ardor a comentários sobre o desempenho profissional ou ações pessoais. Quando uma pessoa indicar algo negativo que você fez, ou realizar piadas sobre seu sucesso, ao contrário de explodir de raiva, pratique o exercício de agradecer. Isso mesmo, gratidão. Pare de levar para o lado pessoal, pois a principal pessoa prejudicada é você. Pessoas bem sucedidas agradecem, pois o resultado de seu destaque não está somente em si, mas também no esforço e comprometimento da sua equipe.

Confiabilidade, disciplina e comprometimento são três ingredientes essenciais que conduzem uma pessoa às suas realizações. Sem a aplicabilidade desses três itens, os sonhos pessoais passam a ser como um castelo de areia, que a onda do mar consegue destruir com facilidade. Acredite que na sua volta há sempre adversários, torcendo para dar errado, como também há aliados, fazendo torcida positiva para o seu êxito pessoal e profissional.

Dalmir, mas se eu tentar e não funcionar? Lembre-se do que disse Phil Knight, fundador da marca Nike: "O segredo é tentar só mais uma vez, até o momento de acertar, porque o acerto final é maior que todos os erros anteriores".

Dalmir Sant'Anna – Palestrante comportamental, mestrando em Administração de Empresas, autor dos livros "Oportunidades"; "Menos pode ser Mais" e do DVD com o tema "Comprometimento como fator de Diferenciação" | www.dalmir.com.br.





Fonte: www.administradores.com.br