Romance de longo prazo

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Planejar a vida décadas à frente faz bem ao casamento e ao bolso dos parceiros
DANIELLA CORNACHIONE
DUAS CABEÇAS Botelho e Patrícia no quintal de casa, em Petrópolis. Eles têm uma empresa, três planos de previdência e muita disposição para a conversa (Foto: Guillermo Giansanti/ÉPOCA e llustração: Samuel Rodrigues)

Você quer poupar muito enquanto trabalha e manter um alto padrão de vida após a aposentadoria – mas seu marido prefere poupar menos agora e suportar um padrão de vida mais modesto depois. Ou você quer se aposentar aos 60 anos e parar de trabalhar, mas sua mulher quer apenas mudar de atividade aos 50 – e pensa em trabalhar enquanto puder. Com esse tipo de divergência, como decidir a dois o roteiro da aposentadoria? As possibilidades e dificuldades de fazer planos de longo prazo são muitas, mas, uma vez que o casal crie o hábito de conversar sobre o assunto, perceberá que há soluções capazes de dar segurança financeira aos dois – sem deixar de lado o romantismo.
Casais que poupam têm maiores chances de continuar juntos, de acordo com uma pesquisa feita na Universidade de Utah em 2009. O estudo concluiu que, depois de três anos de união, a possibilidade de divórcio é 70% maior entre os casais sem nenhum investimento do que entre aqueles que pouparam ao menos US$ 10 mil. “O dinheiro diminui o sentimento de inquietação financeira dos casais e eles acabam brigando menos”, afirma Jeffrey Dew, doutor em psicologia, responsável pela pesquisa. O bom planejamento diminui a tensão doméstica e ajuda a tornar o futuro mais seguro, mesmo que a organização financeira de ambos tenha de prever, sempre, o risco de separação algum dia.
O sucesso da poupança será determinado pelo estilo de vida, pelas decisões que o casal venha a tomar e pela cumplicidade no projeto de poupança (faça o teste). “Poupar para o futuro requer paciência e disciplina”, afirma o economista Marcos Silvestre. Em outras palavras: poupar sempre, com regularidade, é mais importante que tentar fazer investimentos certeiros esporadicamente.

O primeiro passo no encaminhamento da poupança comum é tomar precauções para que nenhum dos dois se sinta explorado – nem durante o casamento, nem na eventualidade de uma separação. Cada um pode contribuir com metade da aplicação mensal. Se os cônjuges tiverem níveis de renda muito diferentes ou discordarem sobre quanto concentrar no tipo de investimento escolhido, podem estipular outra divisão fixa – por exemplo, um terço e dois terços. No futuro, saberão exatamente como é a divisão a fazer. A recomendação do consultor financeiro André Massaro é que ambos mantenham abertas as perspectivas profissionais (mesmo que um dos dois tenha um emprego mais importante no sustento da família) e acompanhem os investimentos do casal (mesmo que um dos dois cuide da administração do dinheiro).

As decisões financeiras devem ser tomadas a dois, e as tarefas divididas de maneira planejada. Trata-se de um equívoco simplesmente deixar que o parceiro com maior renda administre as finanças da família. O parceiro que ganha menos pode ter aprendido a zelar melhor pelo dinheiro. Casais que conversam pouco se arriscam a entrar automaticamente no tradicional arranjo “ela cuida das compras, ele cuida dos investimentos”.

A velocidade de acúmulo de dinheiro do casal vai variar durante a vida (leia os gráficos abaixo), mas pode chegar a resultados impressionantes, na casa dos milhões, se a regularidade for mantida. Bem no início do casamento, deve-se conferir se ambos dispõem de reservas individuais para emergências e se a família terá uma reserva comum desse tipo, equivalente a quatro ou mais meses de despesas da casa. Esse dinheiro não conta no planejamento da aposentadoria. “Antes de poupar para o futuro ou para os filhos, o casal precisa ter a própria reserva”, afirma o consultor financeiro Vicente Sevilha. “Caso contrário, numa emergência vai usar o dinheiro guardado para outros fins.”
Rumo aos milhões (Foto: Fonte: André Massaro, consultor financeiro)

Com a reserva para emergências assegurada, é hora de pensar no longo prazo. O início do casamento, antes da chegada dos filhos, é o melhor momento para isso. Marido e mulher são jovens, podem arriscar mais (em investimentos como fundos de ações) e têm gastos facilmente controláveis. Quando os filhos nascem, as despesas aumentam, tornam-se menos previsíveis. O poder de poupança diminui – mas não zera. “É melhor poupar menos, e sempre, do que esperar até poder economizar de novo no mesmo ritmo de antes dos filhos”, diz Sevilha. Quando os filhos crescem, os pais podem voltar a juntar mais dinheiro. Pelo menos cinco anos antes da aposentadoria, o casal deve começar a ajustar os investimentos e deixar menos dinheiro em aplicações arriscadas, como ações e imóveis.
Se os dois pensam em se aposentar em momentos muito diferentes – você agora, ela em dez anos –, devem falar a respeito agora. Os consultores dizem que é aconselhável coordenar a hora da aposentadoria ou do início de uma segunda carreira. Seja qual for o plano, recomenda-se que o casal o reavalie periodicamente. A cada seis meses, por exemplo. Isso não significa que o jeito de investir deva mudar a cada conversa. Significa apenas que conversar regularmente sobre o futuro é uma boa ideia. Patrícia Machado, de 38 anos, e Marcelo Botelho, de 43, fazem isso. Estão casados há 11 anos e têm um fundo de previdência para cada um, mais um para o filho, de 10 anos. Botelho fundou uma empresa de software logo após o casamento e hoje ambos trabalham na companhia, ele com os produtos, ela com as contas. “Já experimentamos outros investimentos e procuramos imóveis para comprar”, diz Patrícia. “O único investimento em que não mexemos é a previdência, nossa poupança para o futuro.” Como todo casal de verdade, eles têm expectativas diferentes: ela quer reduzir o ritmo aos 48 anos e conduzir projetos pessoais, ele não pensa em se aposentar. Tudo bem: com um plano e disposição para conversar, as diferenças não metem medo. Nem o futuro.
 

O seu, o meu e o nosso

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Chega de romantismo. Oito dicas para manter um casamento com amor e, principalmente, prosperidade
MAURO SILVEIRA, COM DANIELLA CORNACHIONE

Partilha (Foto: Rodrigo Schmidt/ÉPOCA, ilustração Samuel Rodrigues e agradecimentos  Alfaiataria Persona, V.R., MOB e Capodarte)
Cerca de 2 mil brasileiros se casam todo dia. A partir do momento em que ingressa na vida a dois, cada uma dessas pessoas começa a fazer uma ousada experiência, e não só emocional. Um casamento pode facilitar ou dificultar a realização de qualquer desejo ou projeto pessoal. Alguns casais deslancham: atuam em dupla, somam as inteligências e tomam decisões melhores à base de muita conversa e respeito intelectual mútuo. Outros casais se tornam menos que a soma das duas partes: afundam em impasses, sabotagem mútua e, eventualmente, separações destrutivas.

O poder do casamento, tanto para multiplicar quanto para destruir riqueza, foi medido em 2005 por um estudo da Universidade Ohio, nos Estados Unidos, que acompanhou 9 mil pessoas durante 15 anos. Tratando-se de prosperidade média, a análise mostrou três grupos bem definidos: no meio, os que permaneceram solteiros, que enriqueceram de forma lenta e regular. Num extremo ruim, os que casaram, tiveram uma má experiência e se separaram. Eles perderam, em média, 77% do patrimônio, ao longo de um período de anos antes e depois da separação. No outro extremo, os que casaram e permaneceram casados – eles acumularam, na média, 93% mais riqueza que os solteiros. O estudo não explicou se os casamentos bons e duradouros tornam as pessoas mais prósperas. Ou vice-versa: se a prosperidade faz o amor durar. ÉPOCA consultou especialistas, pesquisadores e casais para saber como fazer seu casamento durar e prosperar.

1. Conversar sobre projetos e dinheiro não mata o romance Dinheiro é apenas um meio para realizar fins, mas casais têm dificuldade para tratar do tema. As jornalistas de economia americanas Paula Szchuman e Jenny Anderson, para escrever o livro Spousonomics (sobre a aplicação de princípios econômicos aos relacionamentos), ouviram casais de várias regiões dos Estados Unidos. Eles também encontraram evidências de dificuldade de comunicação: 42% dos casados disseram já ter escondido informações financeiras importantes do parceiro. Entre os motivos alegados estão a vergonha e o medo de provocar uma discussão.
Se quiser evitar esse tipo de zona proibida nas conversas em seu casamento, não é bom policiar os gastos do outro – um erro comum e gerador de conflitos, principalmente entre casais jovens, segundo o psiquiatra Luiz Cuschnir, chefe do grupo de estudos de gênero do Hospital das Clínicas de São Paulo. Um jeito mais produtivo de os dois se acostumarem com esse tipo de conversa é partir dos temas mais simples, como os gastos fixos da casa, para depois chegar aos mais complexos, como investimentos e projetos de longo prazo.
Um estudo feito pela Universidade Brigham Young, nos Estados Unidos, avaliou a qualidade dos relacionamentos, mas no aspecto financeiro, entrevistando 1.734 casais. Em vez de avaliar a situação dos casais, a pesquisa limitou-se a perguntar quão importante eles consideram o dinheiro. Quem respondeu que o dinheiro era muito importante também foi mal em uma série de indicadores de felicidade conjugal. Os pesquisadores concluíram que os casais “dinheiristas” têm pior relacionamento. Outra conclusão possível é que os casais que dão muita importância ao dinheiro são justamente os mais quebrados, e também os mais infelizes.

2. Comece a aprender logo no namoro
Os sinais emitidos pelo parceiro durante o namoro sobre como ele lida com dinheiro podem ter parecido pouco importantes, entre todos aqueles beijos, mas estavam lá. Quando o assunto é organização financeira, o outro também formou um jeito de ser ainda na infância. É difícil para os apaixonados em começo de relacionamento tratar de hábitos de consumo e investimento. Num relacionamento saudável, esse tipo de conversa deve se tornar progressivamente mais fácil. A psicóloga Cleide Guimarães recomenda que o enamorado se faça algumas perguntas, se estiver disposto a avançar no relacionamento. Algo relacionado a dinheiro me incomoda na família do outro? O namorado (ou namorada) se comporta como a família? O que gostaria de mudar nela ou nele? Aceitaria mudar por ela (ou ele)? Respostas francas ajudam a definir o rumo, os termos e as expectativas do casamento.

3. Crie espaços: o seu, o meu e o nosso
Somar os ganhos individuais e decidir em comum acordo como usar o dinheiro. Esse é o modelo preferido de administração doméstica para 61% dos casais britânicos participantes de um estudo da psicóloga Stefanie Sonnenberg, da Universidade de Portsmouth. Para 18% dos casais, é preferível contribuir com quantias iguais para as despesas comuns e manter relativa independência. Stefanie não defende um modelo.
Outros especialistas recomendam a criação de três espaços para o dinheiro: um comum e um para cada cônjuge. O bolo comum serve para pagar contas da casa, juntar dinheiro para projetos de ambos e fazer tipos de investimentos que não estariam ao alcance dos dois separadamente. As contas separadas servem para bancar pequenas compras individuais, emergências futuras e ao menos parte da aposentadoria de cada um. A organização dá trabalho, mas vale a pena. Ninguém pode abrir mão da segurança individual (não é razoável viver na suposição de que o casamento vai durar para sempre) e renunciar totalmente à independência financeira pode ser muito frustrante.
Planejamento (Foto: Rodrigo Schmidt/ÉPOCA, ilustração Samuel Rodrigues e agradecimentos  Alfaiataria Persona, V.R., MOB e Capodarte)

4. Em vez de tentar mudar o outro, faça acordos
É muito difícil (não impossível) mudar a maneira de uma pessoa lidar com o dinheiro. Essa parte da personalidade parece ser formada na infância. Por isso, tentar transformar radicalmente o parceiro gastador ou sovina pode trazer mais brigas que resultados. Em vez disso, experimente fazer acordos. Com a devida dose de conversa, o casal pode chegar a combinações satisfatórias específicas para gastos, organização e investimentos. O consultor financeiro Gustavo Cerbasi, autor de Casais inteligentes enriquecem juntos e colunista de ÉPOCA, diz que ter sonhos comuns facilita o respeito aos compromissos financeiros combinados a dois.

5. Envolva os filhos desde cedo - e dê o exemplo
Os parceiros precisam decidir como vão educar as crianças nesse assunto – e devem estar cientes de que filhos sem educação financeira ou que recebem dos pais mensagens muito desencontradas tendem a criar mais problemas para o casal no futuro. Trata-se de um belo desafio, pois a própria chegada dos filhos tende a dificultar o equilíbrio do orçamento.

6. Ajuste o "contrato" ao longo dos anos
O que valia quando os dois tinham 30 anos pode não ter mais sentido quando chegarem aos 40. Há mudança de renda, novas necessidades, novos rumos dos projetos antigos e também novos projetos. O casal deve checar o que continua válido no acordo e pensar se precisa mudar seus hábitos. “Refazer o contrato fortalece o lado emocional, renova os laços do casamento e demonstra que a confiança mútua está fortalecida”, diz a psicóloga Cleide Guimarães.
Família (Foto: Rodrigo Schmidt/ÉPOCA, ilustração Samuel Rodrigues e agradecimentos  Alfaiataria Persona, V.R., MOB e Capodarte)

7. Tenha sonhos de curto, médio e longo prazo
Os projetos ambiciosos dão muita satisfação a quem chega lá, mas pode ser frustrante perseguir apenas objetivos distantes. “A vida financeira dos dois não pode se basear só no sacrifício do presente em nome do futuro”, afirma o psiquiatra Luiz Cuschnir. O casal tende a ser mais feliz se valorizar pequenas viagens e melhorias na casa, enquanto segue para os voos mais longos, como comprar a casa dos sonhos ou morar um período no exterior (leia mais a respeito). “Ao realizar os objetivos mais simples, os dois se sentirão animados a perseguir as metas maiores”, afirma Cerbasi.

8. Seus "ex" têm muito a ensinar
Pensar nos relacionamentos que terminaram pode ser doloroso, mas é útil. Aprenda com os erros do passado. A psicóloga americana Deborah Price, autora do livro Terapia da riqueza, diz que as pessoas evitam pensar a respeito porque o custo financeiro e emocional das separações é devastador. Mas esse processo doloroso costuma ensinar muito sobre o que não fazer. Um novo relacionamento deve admitir um novo sistema de gestão do dinheiro, novos compromissos, novas formas de conversar. E, a melhor parte, uma total reciclagem dos sonhos a realizar.

Como o casal cuida do dinheiro (Foto: Fontes: Universidades de Portsmouth e Exeter, Reino Unido)
 

7 bilhões de consumidores, 1 planeta

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

 A nova geração dos países emergentes quer mais confortos modernos. Mas esbarra nos limites naturais da Terra. Como vivemos num mundo lotado ?


Peter Moon

Em seu Ensaio sobre o princípio da população, de 1798, o inglês Thomas Malthus fez uma previsão sombria. Como a população humana crescia em progressão geométrica e a produção de alimentos aumentava em progressão aritmética, no longo prazo o saldo desse descompasso seriam a fome e o aumento da mortalidade. Só a tragédia ajustaria o tamanho da população à oferta de alimento. Malthus viveu no período em que a humanidade atingiu a marca de 1 bilhão de pessoas. A partir de 31 de outubro, de acordo com a previsão das Nações Unidas, seremos 7 bilhões. E a questão malthusiana volta a se impor: haverá espaço, comida e recursos para todos?
Desde os tempos de Malthus, os humanos têm exercido um impacto brutal sobre a superfície, os oceanos e a atmosfera terrestres. Além de exaurir recursos naturais, destruir fauna e flora e erguer gigantescos monumentos artificiais – na forma de plantações, estradas, usinas, portos e aglomerações urbanas –, a ação humana tem sido tão extrema que, de acordo com os pesquisadores, tem alterado a própria geologia do planeta Terra. Para muitos cientistas, a Revolução Industrial – a época de Malthus – deveria marcar o início de um novo período geológico, batizado, em homenagem ao Homo sapiens, de Antropoceno. A Era dos Humanos.
A população avançou lentamente desde a evolução da espécie há 200 mil anos. Foi só há 10 mil anos, com a invenção da agricultura e o aumento na oferta de grãos, que o crescimento começou a acelerar (leia o gráfico). Ainda assim, continuou lento, regulado pela alta mortalidade. Epidemias, fome e guerras dizimavam milhões. Isso mudou desde o início da Era dos Humanos, com a introdução de vaci-nas e antibióticos e melhores técnicas agrícolas. Mesmo os conflitos armados ficaram mais restritos. Com melhores perspectivas, a huma-nidade prosperou – e se multiplicou.
Apesar das previsões trágicas de Malthus, a Era dos Humanos tem sido uma era de relativa abundância. Desde então, a produção agrícola, graças à tecnologia, acompanhou o aumento populacional. A bomba demográfica foi desarmada nos países ricos. Na Rússia e em seus antigos satélites, como a Geórgia, a população está até caindo. Em países de renda média, como o Brasil, a fertilidade, que era de até seis filhos por mulher nos anos 1960, caiu para taxas inferiores a 2,1 filhos, como resultado de avanços na educação e na saúde. No Brasil, os recém-nascidos já equivalem aos mortos – o suficiente para estabilizar a população em duas décadas. Mas, como um todo, a humanidade não parou de crescer. Na Índia, no mundo árabe e na África, as taxas de natalidade ainda são elevadas. As nigerianas têm em média 5,6 filhos.
Desde Malthus, passaram 130 anos até a humanidade chegar ao segundo bilhão, em 1930. No século passado, com a queda na mortalidade infantil e as conquistas da medicina, o ritmo acelerou. Em 1960, éramos 3 bilhões. Em 1974, 4 bilhões. Em 1987, 5 bilhões. Em 1998, 6 bilhões. E bastaram 13 anos para crescermos o último bilhão. Se as projeções (conservadoras) das Nações Unidas se confirmarem, e o crescimento mantiver o ritmo atual, seremos 8 bilhões em 2025 e 9 bilhões em 2043.
É verdade que, aos poucos, a taxa de natalidade tenderá a cair nos países que hoje mais crescem. Segundo as previsões dos demógrafos, em algum momento em torno de 2100 a população se estabilizaria pouco acima de 10 bilhões e depois declinaria lentamente. Mas, antes disso, será preciso construir centenas de milhões de casas, erguer milhões de hospitais e creches, abrir vagas escolares para bilhões de crianças e criar empregos para uma multidão equivalente a duas Chinas ou quase três Índias.
Garantir aos humanos condições dignas de vida e acesso aos bens de consumo é o maior desafio de nosso tempo. O ar das cidades nunca foi tão sujo, nem tamanha a sede por combustíveis. Na China, a economia cresce sem parar há duas décadas. A alta da construção civil absorve todo o ferro, alumínio, cobre e zinco que as mineradoras globais extraem do subsolo. A demanda mundial por matérias-primas, energia e comida joga para cima os preços e não dá sinais de ceder.
Em 1999, os indianos celebraram nas ruas quando o país passou a barreira de 1 bilhão de habitantes. Os políticos saudaram a conquista na televisão. Agora, a marca dos 7 bilhões inspira uma reação mais ambígua. São 7 bilhões com potencial criativo, capazes de produzir riqueza e progresso. Mas exigirão mais recursos de um planeta que chegou ao limite. O desafio para as próximas décadas é desenvolver novas formas de produção e criar novos padrões de consumo, para garantir que a humanidade caiba na Terra com conforto.

Fonte:  Revista Época

O Tempo Certo

terça-feira, 8 de novembro de 2011

De uma coisa podemos ter certeza: de nada adianta querer apressar as coisas. Tudo vem ao seu tempo, dentro do prazo que lhe foi previsto. Mas a natureza humana não é muito paciente. Temos pressa em tudo!
Aí acontecem os atropelos do destino, aquela situação que você mesmo provoca, por pura ansiedade de não aguardar o tempo certo. Mas alguém poderia dizer: - Mas qual é esse tempo certo? Bom, basta observar os sinais. Geralmente quando alguma coisa está para acontecer ou chegar até sua vida, Pequenas manifestações do cotidiano, enviarão sinais indicando o caminho certo.
Pode ser a palavra de um amigo, um texto lido, uma observação qualquer. Mas com certeza, o sincronismo se encarregará de colocar você no lugar certo, na hora certa, no momento certo, diante da situação ou da pessoa certa! Basta você acreditar que nada acontece por acaso!
E talvez seja por isso que você esteja agora lendo essas linhas. Tente observar melhor o que está a sua volta. Com certeza alguns desses sinais já estão por perto, e você nem os notou ainda. Lembre-se que o universo, sempre conspira a seu favor, quando você possui um objetivo claro e uma disponibilidade de crescimento.